Neste artigo, você vai ter acesso ao guia de como utilizar as redes sociais na pré-campanha de vereador.
A pré-campanha de vereador nas redes sociais é um período importante para os pré-candidatos. Por isso, os envolvidos no jogo político devem adotar um posicionamento estratégico e observar as regras eleitorais nessa fase.
Dessa forma, este artigo se propõe a ensinar como os pré-candidatos podem ser estratégicos nas redes sociais, utilizando plataformas como Instagram, Facebook, WhatsApp e YouTube, sem infringir as leis eleitorais, evitando multas e garantindo uma campanha bem-sucedida.
A menina dos olhos: as redes sociais na pré-campanha
Redes sociais são, sem dúvida, a menina dos olhos da pré-campanha moderna.
Elas permitem um diálogo direto e constante com o eleitorado. Elas permitem que os pré-candidatos divulguem as suas mensagens, interajam com os eleitores e respondam às suas preocupações de maneira imediata.
No entanto, o uso dessas plataformas requer cuidado para evitar violações das normas eleitorais, como campanhas antecipadas ou impulsionamento inapropriado de conteúdo, o que pode resultar em penalidades legais.
Por isso, é essencial gerenciar essas ferramentas com atenção às regras para utilizá-las a seu favor e sem correr riscos legais.
Entenda por que o posicionamento digital é importante para o pré-candidato
O posicionamento digital é fundamental na pré-campanha política, principalmente porque amplia o alcance do pré-candidato e facilita a comunicação direta com um vasto número de potenciais eleitores.
As plataformas digitais permitem que os pré-candidatos disseminem as suas mensagens, políticas e valores de forma rápida e eficiente, alcançando diferentes segmentos do eleitorado de maneira estratégica e custo-efetiva.
As redes sociais, em particular, oferecem uma plataforma para feedback instantâneo e diálogo contínuo, permitindo que os pré-candidatos ajustem as suas estratégias e mensagens com base nas reações e respostas do público. Essa interação constante é ótima para construir uma relação de confiança e transparência, elementos vitais para qualquer campanha política bem-sucedida.
O que é o tráfego pago?
Tráfego pago refere-se à prática de pagar a plataformas para aumentar a visibilidade de publicações específicas entre usuários da rede. Essa estratégia é comum entre marcas, organizações e, claro, campanhas políticas, pois permite que uma publicação alcance um público maior do que conseguiria organicamente.
Impulsionar publicação na pré-campanha é permitido?
Durante a pré-campanha, os pré-candidatos estão liberados para impulsionar conteúdo nas redes sociais. No entanto, esse impulsionamento deve ser feito com moderação para evitar que seja interpretado como campanha eleitoral antecipada, o que pode violar as normas eleitorais.
Regras para impulsionar conteúdo na pré-campanha
- Não peça voto: durante a pré-campanha, é permitido discutir intenções, políticas, e qualificações, mas os pré-candidatos devem evitar qualquer pedido de voto. As publicações impulsionadas devem focar em temas como educação política, apresentação de ideias e propostas, sem incluir solicitações diretas de apoio eleitoral.
- Limite de gastos: observe o limite de gastos estabelecidos pela legislação eleitoral. Os pré-candidatos devem consultar a legislação local para determinar esses limites e planejar os seus gastos com impulsionamento de acordo. Uma prática recomendada é destinar apenas uma pequena parte do orçamento total da campanha para impulsionamento durante a pré-campanha, como não mais que 10% do limite de gastos total.
- Transparência e documentação: todos os gastos com publicidade devem ser transparentes e devidamente documentados. Guarde recibos e registros detalhados de todas as atividades para atender às exigências de transparência e prestação de contas, além do que, se você for denunciado por abuso de poder econômico, poderá comprovar os seus gastos.
Em suma, o tráfego pago é ferramenta indispensável na pré-campanha, pois proporciona aos pré-candidatos a capacidade de ampliar o alcance de suas mensagens políticas significativamente. No entanto, o seu uso exige discernimento para assegurar que todas as ações estejam em plena conformidade com as leis eleitorais.
Pré-campanha: o que pode e o que não pode fazer nas redes?
As redes sociais oferecem uma plataforma poderosa para apresentar ideias, qualidades e histórias pessoais de pré-candidatos. É importante, no entanto, entender os limites impostos pela legislação eleitoral:
- Impulsionamento de conteúdo: o impulsionamento é uma ferramenta valiosa para aumentar a visibilidade de suas postagens. No entanto, evite o impulsionamento negativo de conteúdo que ataque adversários de forma pejorativa ou ridicularize suas imagens. Isso pode ser visto como propaganda antecipada negativa e resultar em penalidades severas.
- Gastos excessivos: as decisões da justiça eleitoral costumam estabelecer um limite de gastos na pré-campanha. Por exemplo, se o teto de gastos de um vereador em um município específico é R$ 15.000, gastar uma quantia desproporcional em tráfego pago pode ser interpretado como abuso de poder econômico. Recomenda-se que os pré-candidatos não excedam 10% desse limite em suas atividades de marketing digital na pré-campanha e mantenham todos os recibos para comprovação, se necessário.
- Propaganda negativa e pedido de voto: é proibido fazer pedidos de voto ou apoio durante a pré-campanha, bem como engajar em qualquer forma de propaganda negativa que ridicularize adversários ou deprecie a honra e imagem deles.
Faça oposição, mas com cautela. Utilize as redes com enfoque em políticas, não em pessoas.
Use as redes sociais para criticar políticas públicas e administrações, não indivíduos.
Por exemplo, ao discutir os desafios na saúde pública, destaque: “A atual administração alocou mais de 5 milhões de reais para a saúde pública, representando uma parte significativa do nosso orçamento municipal de 32 milhões de reais. Apesar disso, nossos serviços continuam deixando a desejar. Nas UBSs locais, mães e pais enfrentam obstáculos inaceitáveis para conseguir atendimento médico para os seus filhos, e nossos idosos esperam mais de um mês por exames básicos como o raio X. Precisamos de uma gestão que priorize efetivamente o bem-estar de nossa comunidade.“
Esse tipo de comunicação direciona o foco para as deficiências na administração e na implementação de políticas, sem personalizar o ataque.
Esse método mantém a campanha limpa e respeitosa, além de destacar a sua capacidade de análise e crítica construtiva, características valorizadas por eleitores que buscam soluções reais e práticas para problemas locais. Ao fazer oposição dessa maneira, você estabelece um contraponto claro e fundamentado, baseando a sua campanha em propostas de melhoria e eficiência administrativa.
Evite fazer propaganda negativa na pré-campanha
A ridicularização de adversários pode gerar multas. Por exemplo, um caso conhecido ocorreu quando criaram uma montagem, colocando a cabeça do oponente no corpo de uma figura demoníaca. Essa prática é vedada e pode resultar em multas severas. Concentre-se em apresentar um contraponto baseado em fatos e dados concretos, sem ataques pessoais.
Outro caso emblemático no Brasil ocorreu quando o Tribunal Superior Eleitoral multou a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em R$ 250 mil durante as eleições de 2022 por veicular propaganda eleitoral negativa contra Jair Bolsonaro. A multa foi aplicada devido à divulgação de um vídeo que descrevia Bolsonaro de maneira negativa, considerado uma violação das normas eleitorais sobre o uso de conteúdo impulsionado para fins eleitorais.
Domine as redes sociais para ampliar o seu sucesso eleitoral
Utilizar adequadamente as redes sociais na pré-campanha pode tanto catapultar um pré-candidato ao sucesso quanto levá-lo à derrocada legal. Entender e respeitar as regras do jogo eleitoral é essencial para qualquer campanha que aspire ao sucesso. Com a estratégia correta, os pré-candidatos podem adentrar com segurança nesse terreno complexo, garantindo não apenas a adesão à lei, mas também uma conexão genuína e eficaz com o eleitorado.
Neste contexto, o Instituto Brasileiro de Política Municipal (IBPOM) apresenta o curso A Trilha da Eleição. Nele, você encontrará módulos especializados em marketing para redes sociais, preparando pré-candidatos para ampliar o impacto de suas campanhas on-line.
Todo o conteúdo do A Trilha da Eleição é coordenado pela Professora Mônica Lopes, fundadora e CEO do instituto, que é especialista na construção de projetos políticos da eleição ao mandato. Não perca essa oportunidade de turbinar o seu planejamento eleitoral para atingir grandes resultados em outubro!
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